INTERNET: riscos e possibilidades

December 5, 2017

 

 

            Com as tecnologias surgem novos comportamentos e diferentes maneiras de se relacionar. São recursos “naturais” da Geração Alfa. Nativos da era digital, não sabem o que é um mundo sem computador, celular e inteligência artificial. Para os pais que acompanham seus filhos baseados em suas vivências de um tempo mais lento e relações interpessoais valorizadas, fica difícil entender o que pode ser feito com toda essa tecnologia. Pela falta de conhecimento, alguns responsáveis negam as mídias em casa e o controle beira a proibição, muitas vezes sem sucesso. A discussão precisa ir além da aceitação ou não, da proibição ou não das tecnologias.

            É fato que as crianças e adolescentes têm cada vez mais acesso à internet, principalmente, pelo celular o qual possibilita mobilidade no acesso a qualquer tempo e espaço. A recente pesquisa TIC Kids Online Brasil - http://cetic.br - estima que oito em cada dez crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos são usuários de internet, o que corresponde a 23,4 milhões de usuários em todo o país, sendo que 91% desses usuários acessa a rede pelo celular.  Essa pesquisa que acontece anualmente desde 2012 aponta para uma intensificação no uso da internet por crianças e adolescentes. Enquanto 47% desse grupo acessavam (2012) a rede todos os dias ou quase todos os dias, essa proporção atingiu 81% em 2014. Diante dos fatos, o que fazer com os filhos que passam horas na rede? Com as crianças que têm o acesso à internet quase ilimitado? Afinal de contas, isso faz bem ou mal para os jovens?

             A internet por si só não é perigosa, pelo contrário, pode proporcionar diversas possibilidades à cultura, lazer, conhecimento etc. O grande desafio é manter o uso de maneira que não aflija o desenvolvimento pleno da criança, suas relações sociais, físicas e cognitivas. Por isso, nosso convite aos pais e educadores é pensar no PRA QUÊ e COMO usar as tecnologias, pois inseri-las na nossa rotina sem a reflexão sobre as apropriações que faremos dessa praça pública para ensinar às crianças, é o erro que cometemos. Você deve estar se perguntando qual relação do conceito de praça pública com nossa discussão?

            Imagine a internet como uma praça pública, um espaço repleto de oportunidades para a criança brincar, socializar e experimentar seus múltiplos sentidos, habilidades e aprendizagens. Porém, um lugar de riscos à segurança e, para evitar que se transformem em danos, o adulto educa, participa desse momento, apresenta a rua de mãos dadas e orienta, mas jamais proíbe seu filho de explorar o mundo a sua volta. A liberdade é um direito da criança. O uso da internet pelos jovens deve ser mediado pelo adulto, assim como acontece na praça quando o responsável orienta a não conversar com estranhos ou a olhar para os lados ao atravessar a rua. O tema sobre como dosar essa liberdade está cada vez mais urgente.  A tecnologia é sedutora e promove prazeres imediatos!

            Hoje as pesquisas sobre a temática apontam para a necessidade do uso com responsabilidade, a urgência em criar estratégias de capacitação para o uso crítico das tecnologias oferecendo subsídios para que as crianças possam fazer boas escolhas durante a navegação e os pais, boas escolhas para a mediação desse uso. E o que efetivamente pode ser feito pelos pais, responsáveis e educadores?

  1. Buscar compreender a dimensão pública da internet - assim é possível compreender que a rede não é perigosa mas sim a possibilidade que ela traz de acessar o mundo de um ambiente privado e seguro: a casa.

  2. Estabelecer regras – avalie os elementos principais para o desenvolvimento saudável da criança: uma boa noite de sono, prática de atividades físicas e o cumprimento de seus deveres e responsabilidades. As regras serão estabelecidas de acordo com a faixa etária e possibilidades de cada criança.

  3. Acompanhar de perto a evolução e as descobertas de seu filhos na internet.

  4. Conhecer conteúdos divertidos e interessantes para que possa apresentar às crianças.

  5. Compartilhar momentos de ludicidade e prazer usando as tecnologias, criando um tempo para orientá-los.

 

            Será preciso esforço e dedicação dos pais, assim como é o movimento de educar filhos, formando uma consciência da verdadeira educação digital, acompanhando os riscos e as oportunidades oriundos da rede para melhor mediar e orientar as crianças.

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