Brincar livre

December 1, 2017

          A criança tem que brincar! Essa afirmação é repetida diversas vezes pelo adulto, o que falta é a compreensão do real potencial dessa dinâmica para o desenvolvimento pleno da criança. A nossa intenção é oferecer aos pais uma reflexão sobre as aprendizagens que ocorrem durante as brincadeiras.

            É muito comum a criança pequena brincar com latas, panelas, colher de pau, cestos enquanto espera o responsável terminar de cozinhar. Nesse momento, ela brinca livre, expressa suas intenções, é protagonista de suas ações, faz escolhas, cria e ensaia a dinâmica do adulto de cozinhar ou vivencia uma banda com seus batuques e sons diferentes, experimenta os volumes que pode criar com sua intensidade do bater etc. Enquanto isso, a criança está desenvolvendo habilidades sensoriais e emocionais.  

            O brincar livre não significa uma criança solta, desprendida de olhares e supervisão.  É fundamental que haja um enquadramento desse espaço, uma escolha do lugar: sem grandes riscos para que a criança realmente consiga divertir-se sob o olhar de um adulto, porém sem uma constate ruptura de suas ações, contínuas interrupções dos pais dizendo: Sai daí, menino. Filho, não vai para rua. Criança, volta pra cá!

             A brincadeira surge livre a partir do prazer de vivê-la e se aperfeiçoa possibilitando integrar-se a outros conhecimentos, experiências e aprendizagens prévias. À medida que a criança brinca, se apropria de suas potencialidades desenvolvendo as habilidades fundamentais para ter sucesso na vida! Não é o conteúdo dado na sala de aula que fará dela uma criança feliz e de êxito. A hora do recreio na escola, por exemplo, quando as crianças podem relaxar, fazer escolhas e movimentar-se é um momento farto de oportunidades para o seu desenvolvimento.

             Sinal tocou. Imagine a correria e alegria de seu filho até o pátio. Ali, com outras crianças, inicia-se um tempo rico dessas oportunidades. Será preciso tomar a decisão sobre qual a brincadeira da vez, negociar,  criar regras, correr riscos emocionais e físicos... Essa vivência permite conduzir a criança rumo a sua autonomia e formação de sua personalidade, bem como potencializará o desenvolvimento cognitivo ajudando na sua socialização e adaptação não só na escola, mas em sua vida.

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